quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Cabele(i)reiro

Cabeleireiro é o tipo da profissão que é subestimada. Ninguém nunca comparou o poder de um policial com o de um cabeleireiro por exemplo. Mas os dois possuem aspectos muitos parecidos, se eles quiserem te foder, eles conseguem, meu camarada, fácil.

Por exemplo, tem gente que sempre fica assustada quando vê um policial de fuzil na rua, mesmo deixando de ser cada vez mais comum você topar com uma cena dessa nas quebradas da vida, aqui no Rio. O pessoal que anda acompanhado chega até a comentar no ouvido do outro "NOSSA, olha que perigo!", mas nem liga quando tá lá cortando o cabelinho com o cabelereiro passando uma tesoura mais afiada que canivete de viciado pela tua cabeça, frevando nas proximidades dos seus olhos e sambando perto das tuas orelhas. Se quiser o cara te ferra fácil, e ás vezes nem precisa ele querer te ferrar pra acontecer uma merda. Vai que ele dá um espirro e corta teu lóbulo da orelha? Deve ser por isso que pagodeiro só passa máquina, pra não correr o risco de ficar sem o lóbulo e acabar não podendo usar os brinquinhos.

Talvez cabeleireiro seja até mais perigoso que policial com fuzil, pelo menos o fuzil do policial tem trava de segurança. Cara, se tivesse uma luta entre o Rambo contra o Edward Mãos de Tesoura, pode ter certeza que eu ia apostar no cabeleireiro.

Sim, mas voltando. Você chega no salão/barbearia/pet shop e explica pro cara como você quer que ele corte seu cabelo, o que não vai adiantar porra nenhuma, porque no final NUNCA fica do jeito que você quer. Eu só consigo imaginar duas causas pra isso:

1) O cara queria ser artista, por isso ele só cortará sua juba de um jeito que satisfaça somente a ELE, e não a você. Deve ser por isso que quando você chega em alguns salões o cara já tenta adivinhar o jeito que você vai querer, quando na verdade ele só está cogitando o jeito como ele acha que ficaria bom.

- Oi, então, eu vou querer que você cort...
- Então você vai querer um moicano?
- Haha, não, não, eu só quero mesmo que voc...
- Entendi, então você vai querer algo mais despojado, mais moderno...
- Não. Eu realmente só quero qu...
- Ah entendi, você quer algo mais avant garde, mais atitude...
- QUIETO! Eu só quero que você apare as pontas.
- Ah... Ok.
*No final dá merda*

2) Eles são surdos. Ou o cara tem um sério problema auditivo ou usa algum fone de ouvido invísivel mesmo. Eles te iludem com respostas genéricas sempre para os seus comentários, sabendo ao menos o assunto que você tá falando por leitura labial que eles vêem pela imagem do espelho, ou você achava que eles colocavam aquilo pra você achar como o corte tá ficando?

Outro dia vi uma matéria de jornal sobre um senhor de 94 anos que ainda exercia a profissão de barbeiro. Claro, o veinho já não tá escutando mais nada, mas desde quando barbeiro é uma profissão que exige que você ouça?


Eu acho que tudo num salão é extremamente bem pensado pra eles te foderem e você nem perceber até acabar. Eu tenho certeza que eles colocam aquelas revistas pra você ficar lendo de cabeça baixa, sem ver o que tá acontecendo pelo espelho, pra quando ele falar que acabou, você levantar a cabeça, se ver no espelho, e não reconhecer a sua própria imagem. Aliás sou só eu que me sinto constrangido quando vou pra uma barbearia e só encontro revista erótica pra "ler"? Vai que eu fico animadinho? Pior, e se o barbeiro fica animadinho, começa a olhar a revista e faz alguma "barberagem", ÃHN, ÃHN? E se o cara traz aquelas revistas da casa dele, imagina que nojento você segurando uma dessas? Deve ser por isso que essas revistas SEMPRE estão amassadas.

Pra completar os caras ainda fazem merda no trânsito.

domingo, 24 de maio de 2009

A semântica da tesoura voadora

Eu estava prostituindo-me em um plano autista durante a chata aula de Física no meu colégio, quando presencio uma cena corriqueira que me rendeu uma teoria que originou toda a porcaria que vocês lerão durante o próximos 5 minutos (15 minutos para os dislexos).

Um dos meus colegas de classe estava fazendo alguma atividade - que não tinha nada há ver com a aula de Física - aonde ele precisava de uma tesoura. Ele foi pedir para uma menina o qual ele deveria saber que possuia uma, mas se encontrava à uma certa distância dele, o que faria com que um dos dois levantasse, podendo chamar a atenção do professor. Foi aí que o garoto disse:

- Joga a tesoura.
- Ãhn?
- Joga a tesoura! Pode jogar.

Foi aí que eu inutilmente tentei buscar proteção sob a superfície do meu fichário, quando recebi uma notícia aliviadora.

- Não vou jogar a tesoura, porra.
- Aff.

A menina se levantou triunfalmente da carteira e entregou a tesoura na mão do garoto.

Uma situação dessas é algo tão absurdamente banal que alguns de vocês simplesmente ignorariam o fato. Eu fiquei refletindo sobre aquilo e desenvolvi uma teoria sobre a relação indivíduo - coletivo, baseado apenas nessa reflexão. (Não, eu não havia consumido quaisquer tipo de alucinógenos ou estimuladores criativos para pensar nisso.)

As pessoas podem ser divididas em dois grupos: Aquelas que jogariam uma tesoura sob os ares em um espaço onde haja outras pessoas; e Aquelas que não jogariam.

Não substimem o valor dessa generalização; ela significa muita coisa.

Pessoas que podem chegar a realizar esse ato são pessoas que não se importam com meio social em que elas vivem, não demonstrando nenhum tipo de cuidado ou preocupação com o fator de alguém ter sua mão perfurada por um objeto pontudo ou o fato de ficar cego. São o tipo de pessoas que soltam balões e provocam incêndios; pessoas que usam mangueiras de água pra removerem as folhas da calçada; ou pessoas que votaram no Paulo Maluf depois de todos os escândalos envolvendo esse filho da puta.

Por outro lado, as pessoas que não chegam a realizar esse ato, são pessoas que, mesmo que não sejam solidárias a ponto de fazer uma ligação pro telefone do Criança Esperança e ajudar aquelas crianças carentes e de quebra encher o cofrinho das Organizações Globo; pelo menos não chegam a causar nenhuma influência na vida delas; seja benéfica ou maléfica.

Logo depois que o colega de classe fez seu recorte com a tesoura; ao devolvê-la ele jogou a mesma pelos ares, em direção à sua proprietária; felizmente, não causando nenhuma vítima.

domingo, 19 de abril de 2009

Casais e o cenário

O amor está no ar - ou "Love is in the air", como já dizia George W. Bush - e você mal podia esperar e foi acertado em cheio pelas flechas daquele anjinho pelado e maroto, o Cupido, que adora apaixonar os outros e arruinar suas vidas.

Tem uma coisa sobre casais, e a forma que pessoas que possuem um "relacionamento: namorando" no orkut se comportam. 

Sempre que alguém próximo de mim começava a namorar e sumia do radar, eu tinha um amigo - que também namorava, fazia sei lá quantos anos - que sempre justificava o desaparecimento como algo natural, pois agora "Fulano estava namorando". Na época eu nunca havia namorado, então eu me perguntava se namorar era algo próximo de estar em estado de coma.

Tem alguns casais que são tão melosos um com o outro, que eu tenho medo de ficar com diabetes só pelo fato de estar próximo à eles.

Sério. Eu vou até contar uma história aqui que aconteceu com um amigo meu, eu acho que não tem problema de escrever porque ele não vai ler isso aqui, provavelmente por estar ocupado namorando.

Eu estava andando pela rua quando parei em frente à uma loja de chocolate, o meu amigo - que fazia meses que eu não via por estar em estado de coma, ou em namoro - estava dentro e saiu para me cumprimentar. Começamos a botar o papo em dia quando ele recebe uma ligação. Era a namorada dele. Quando ele encerra a ligação ele fala um"te amo" e dá um tchau pra vitrine da loja:

- Cara, ela tá aí? - perguntei
- Tá sim, quer esperar aí um pouco pra conhecer ela?
- Valeu cara, tô atrasadão - me afugentei da diabetes

Enquanto tem alguns casais que não aguentam ficar 3 min separados, existem aqueles que parecem que continuam juntos mais pela inércia do que pelo amor. E quando eles brigam em público então é uma merda. Por quê esses casais acham que a gente acha divertido assistir a briga deles? O pior é quando eles ainda te incluem dentro da "conversa", algo tipo:

- Aí, a Fernanda vive colocando a calcinha suja dela dentro do box...
- Eu não coloco nad...
- Falaí, a Letícia é assim contigo também Daniel?

E tem vezes que eles não precisam nem brigar na sua frente pra você achar que algo aconteceu, e só ver os olhos vermelhos da garota ou o humor estourado do cara. Se você é amigo de um dos dois, dá-lhe ombro amigo confortador.

Uma coisa que me deixa consideravelmente puto também, é o fato dos segredos. Se você conta algo pra um dos elementos do casal, não importa qual seja o grau de intimidade seu com o elemento restante, ele vai saber também, sempre. Isso acontece com meu irmão e a namorada dele, com um amigo que eu nem conheço a namorada, e até com casal que eu conheço os dois, aí é até pior, porque parece que ao conversar com um pelo telefone, tá lá o outro pegando a outra linha pra ficar ouvindo a conversa e tampando a respiração.

E depois ainda vem com um sorriso amarelo no rosto com a frase "contamos tudo um para o outro" já na ponta da língua. Faz uma camisa com isso escrito logo caralho, pra eu não esquecer mais.

Quando eu namorava e saia com meus amigos e com ela, eu ficava meio desconfortável. Numa situação dessa, não tem como você dar a mesma atenção aos dois. E não vai cair nessa que seus amigos não vão ligar, o fato de você estar saindo com eles é uma coisa, agora a ação de estar curtindo é outra. É importante também saber separar as coisas e arrumar tempo para ambas, a paixão é grande, mas não pode relevar a amizade.

Mas tem uma coisa sobre casais que só entende que está em um. Do lado de fora pode parecer meloso, chato, mas só participando você sabe o quão bom é.

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Mama, I don't wanna be Eighteen

Eu faço aniversário amanhã, o que por minha linha de pensamento não costuma ser algo bom.

Vejam só, eu odeio aniversários, o meu ao menos, não gosto, realmente não gosto, costumam ser dias angustiantes, confusos, onde colocam holofotes em você só por estar completando mais um ano de vida. Ás vezes pode ser divertido, mas outras vezes é apenas um dia ruim, com data marcada.

Você fica envergonhado pelo fato de te cumprimentarem com todo aquele carinho meloso, mas fica triste caso as pessoas esqueçam. Sorte que sempre tem aqueles amigos que fazem questão de andar com você caso, quando pararem para conversar com alguém, lembrar aos outros que é seu aniversário.

Comemoração de aniversário é foda. Fazer festa talvez seja a pior das possibilidades, caso você seja pobre. Pense, o aniversário é seu, então seguindo a lógica, VOCÊ é quem deveria divertir-se. Mas não, você tem o trabalho de ser anfitrião, na sua casa, lotada de pessoas - muitas das quais você nem conhece, mas convida só por não querer magoar ninguém.

Ou então você faz festa no play, o que é legal, se você tiver até 12 anos. Eu lembro que o problema dos aniversários nessa idade era lidar com os vizinhos que desciam e penetravam na festa só pra beber coca e comer bolo. Ninguém podia expulsar os penetras, porque por serem moradores tinham tanto direito de ficar no play como o aniversariante, caso de polícia isso aí.

Também tem a possibilidade de jantar fora. Essa pode ser uma boa opção, caso você jante só com a família, ou então com os seus únicos 4 amigos, que nem são lá tão amigos seus assim. Caso você tenha mais amigos que isso, fodeu. Primeiro pelo fato que vai ser chato, ninguém vai poder se comunicar sem gritar ou gesticular mais que um ator de teatro, porque juntam várias mesas para formar uma que fica maior que a da conferência da ONU. Aí tem que selecionar o local, tem uns locais, tipo churrascaria, em que o aniversariante não paga e ainda ganha tortinha, o que faz com esse aniversariante chame diversos amiguinhos e estes dêem um puta lucro para o restaurante. Outra solução, bem demodè por sinal, é restaurante a quilo, onde cada um paga o seu e estamos acertados.

Chegando no item do conhecido inferno astral, que para alguns é só mais uma desculpa pra todo mundo ficar azedo, tipo mulher na TPM

Mas cara, vou te falar uma coisa, não é não. Algumas coisas sinistras acontencem comigo dias antes do meu aniversário, ano passado foi triste, e esse ano parece que todo o meu passado que aconteceu nesse último ano que passou veio e UAAAAARH, tentou pegar um pedaço da minha perna.

Mas depois disso chega a hora que esperamos que coisas boas aconteçam. Eu farei 18, idade onde te coloca um fardo na cabeça e que possivelmente nunca mais saia, só saia talvez quando você chegue aos 79 e comece a precisar usar fralda novamente. E definitivamente também é a idade onde acaba a parada que você ganhe ainda presente no Dia das Crianças - não que eu tenha ganho esses anos. Mas também é a idade onde você amadurece e pode beber, ser preso e ser expulso de casa por seus pais.

Não me aguento por esperar até amanhã; para saber como será o gosto de uma cerveja.

quinta-feira, 26 de março de 2009

Tenso FINAL

A SAGA COMPLETA:
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O táxi deixou-nos em frente ao bar Empório, conhecido aqui no Rio como um dos bares de rock onde indies, punks, new ravers e outras pessoas que deram errado na vida reúnem-se no final de semana para o culto de rituais satânicos. Marchamos em direção à orla, onde costumamos encontrar pessoas nos quiosques próximos. Andamos até o primeiro quiosque, onde não encontramos ninguém, fora um casal na areia pela linha do horizonte praticando um ato de algum teor sexual. Fomos até o seguinte, e aí foi onde começou a trama.

Haviam dois caras que assim que chegamos, eles se levantaram de uma mesa e fomos em nossa direção. Nessa hora eu pensei "Fodeu vou ser assaltado"; isso porque nós ainda estávamos em maior número, imagine como nós somos bons lutadores para eu ter pensado nisso.

Mas aí o que aconteceu foi que os dois caras foram é cumprimentar os meus amigos, e cumprimentaram ainda em inglês. Por um momento eu pensei que fosse aqueles poserzinhos que ficam falando em inglês depois de completar o curso no Yazig; mas o que aconteceu é que os caras eram realmente gringos. Eu vou escrever os diálogos meio traduzidos para melhor compreensão da população geral.

- Hey man, como vai tu? - disse um dos meus amigos.

- Fucking bom, man, sentem-se aqui com a gente, bebam algumas cervejas! Vocês têm que ir para algum lugar agora?

Nessa hora rolou aquela troca de olhares entre eu e meus amigos. Sempre quando não podemos falar algo na frente de pessoas alheias ao nosso círculo social, a gente troca esses olhares e todo mundo se entende, parece até que ocorre um diálogo telepático, parece tanto que eu vou até traduzir aqui pra vocês o que os nossos olhares significaram.

- E aí, o que vocês acham? - Os olhos de um dos meus amigos disse.

- Por mim tanto faz, a gente não tem nada pra fazer mesmo, é até bom que eu treino meu inglês que aprendi por video game e letras de músicas do Nirvana - meus olhos transcreveram.

- É, vamos sentar aí sim - Os olhos de um terceiro amigo concluiu.

Sentamos na mesa, e tinha uma 15 latinhas de cerveja vazias já.

- Essas latinhas já estavam aí quando you chegaram? - Perguntei.

- Não man, a gente que pediu essas, eu fucking love cerveja, dude.

E aí entraram no papo de cerveja, e os caras falando que amam cerveja, que só ficam bêbados depois de 25, 30 cervejas; que aqui no Brasil é muito barato cerveja; que antes de irem pra escola eles tomam umas 5 cervejas antes de saírem e tudo mais. Quando eles falaram em escola, eu me perguntei "What the fuck?", porquê o cara era gigante, ele já tinha aquela barriga fermentada que aqueles tiozão de churrasco têm, manja.

Ele disse que tinha 15 anos. Eu não acreditei, o que fez ele levantar a blusa pra mostrar aquela poça, causando caras de horror em todos nós. O cara com 15 anos já bebia mais cerveja do que eu vou beber caso eu chegue aos 49 e trabalhe em Finanças e seja encarregado pela festa de churrasco de fim de ano da firma. Não era à toa que o cara era norueguês, ele bebia igual a um viking mesmo.

Mas aí tava tranquilo, acostumados com a idéia de que quem eu sentava do lado era mais novo do que eu - enquanto isso ele continuava bebendo mais, "Ô amigo, traz duas Brahma" parecia ser a  única frase completa em português que ele sabia de cor - passamos a conversar sobre alguns dos shows que teriam aqui. Aí eles citaram Iron Maiden, Radiohead (em breve eu vou fazer uma resenha do dia do show aqui para vocês) e tal. Eu como não perco a oportunidade para fazer uma travessura falei que iria no Backstreet Boys.

PRA QUÊ, o gigante de 15 anos olhou pra mim com uma cara como se eu tivesse xingado a mãe dele em inglês - porque em português naquele ponto da conversa eu com certeza já devia ter feito - e virou pra mim e disse:

- Did you say what?

- Hahaha, Eu said que eu go to the Backstr... - fui interrompido pelo grito dele

- What the... Are you fucking brincando comigo? - ele disse isso bufando e vermelho, quase em cima de mim.

 - Eu disse ironicamente

- Ah sim - derrepente ele voltou à aparência humana novamente - então tá cool, quer uma cerveja?

Depois de quase ser desfigurado por um viking, eu e meus amigos decidimos - novamente por troca de olhares - que era a hora de nós partirmos. Combinamos de ir encontrar um pessoal na saída de uma boate no Leblon. Os vikings falaram que queriam ir juntos, a gente esperou eles darem uma monumental mijada de 5 minutos e fomos andando pela orla.

Quando chegamos ao local da boate, encontrei alguns amigos, incluindo um amigo e uma amiga que namoram, e fomos conversar com eles. Esse meu amigo já estava em certo nível de alcoolização, e ele foi conversar com os gringos sobre Londres.

Eu só lembro de estar conversando com a minha amiga quando derrepente eu ouço o viking debutante gritando em alto e bom inglês com o namorado dela:

- Do you know o porquê de eu ter saído de London? Foi porquê eu fucked todas as mulheres lá, e agora eu vou fuck a sua too!

Ele disse isso e foi mijar em uma árvore próxima, como se nada tivesse acontecido. Minha amiga só de sacanagem ficou gritando "SMALL PENNIS" em ritmo de funk, o que fez com que o cara achasse que todo mundo estivesse olhando o pau dele, fazendo-o com que ele se desconcentrasse e mijasse em si mesmo.

Notando que o casal precisava de um momento, decidi que era hora de partir com meus amigos.

Sorri ao cumprimentar o casal, o qual gosto muito. Chorei ao cumprimentar ao viking com um handshake e só depois de alguns minutos lembrar que ele havia mijado na própria mão. Voltei finalmente para casa.

domingo, 15 de março de 2009

Tenso 3/3 1/2

Fala público requintado deste blog! Chegamos à parte final da nossa trilogia. Protelei por muito tempo a escritura desse artigo, talvez por preguiça, talvez por falta de tempo, talvez por ambos, mas neste período de tempo eu senti um vazio por dentro e decidi que era hora de finalmente escrever o quê durante esse tempo foi meu Moby Dick. Eu tive que dividir esse post novamente, em duas partes. Eu avisei no último post do Tenso que o dia tinha sido elouquente.

SÁBADO
Sábado eu estava devastado, cheguei de Teresópolis às 5:30 da tarde, e havia tido uma noite muito mal dormida, e não tinha conseguido tirar nenhum cochilo durante toda a uma hora e meia de viagem do Recanto Girassol para Ipanema. Mas ainda assim perserverava dentro de mim o espírito boêmio de sair com minha galerinha para destruir patrimônio público e usar drogas por aí.

Depois de uma hora de conversa jogada fora pelo MSN, cogitamos ir ao show da banda R. SIGMA no Jockey Club, mas falhamos por já ter passado o tempo do início do evento. Optamos então pela miserável opção de Baixo Gávea(Ah, BG, como eu odeio esse lugar, outro dia eu, talvez, explique o porquê)

Pois então, às 9:30 da noite me encontrava na praça que fede a mijo do Baixo Gávea com meu amigo Johnny, quando recebemos uma ligação dizendo para nos dirigirmos direto ao ponto de ônibus da praça e nos encontrarmos com o restante de um pessoal.

Chegando ao ponto, fui informado que nos dirigiamos para a casa de uma menina que ficava na Barra da Tijuca. Cara, só quem mora no Rio de Janeiro vai saber o que é sair da Zona Sul para ir para a Barra, ainda mais à noite. Mas eu fui, o máximo que podia acontecer era, ao passar pela Rocinha, nós sermos assaltados e socados, e as meninas, estupradas, então de uma forma ou de outra, ser homem nessa situação até que valia o esforço, só para presenciar este momento.

Mais aí (in)felizmente chegamos em segurança à casa da menina, casa beeeem legal, tinha um jardim grande onde ficava a piscina, que dava aquele clima bem American Pie pro negócio. Logo que entramos a boa anfitriã da casa notificou apenas duas regras: Não fazer sexo dentro da casa e não vomitar no jardim. Fiquei bolado e perguntei se pelo menos poderia fazer sexo no jardim e vomitar dentro da casa, e ela autorizou, então tranquilo.

Passou um tempo e como o uso de álcool prevê, começou aquele mergulhos de pessoas com roupa na piscina. Eu ainda era novo no ambiente, então me senti meio tímido em tirar a camisa e mergulhar na água, se bah, derrepente o pessoal começava a lavar roupa no meu tanquinho. (RÁRÁRÁRÁ não)

Mas após conhecermos uma galera muito gente boa dessa Zona Oeste do meu Rio, às 2 da manhã voltei com meus amigos playboys da Sona Zul, e pegamos o primeiro táxi que parou para nós, jovens com vestimentas duvidosas e aparência estarrecida.

E aí que entramos no táxi na mesma maneira oscilante que a gente estava na festa, cês tão ligados, falando uma quantidade de 11 palavrões em cada 10 palavras, simulando o som de animais e balançado o carro como se fosse um carrinho de montanha russa, uma coisa bem daqueles teenagers que você encontra andando de madrugada na rua e começam à mexer contigo, tá ligado, mas a diferença aí que a gente não tava mexendo com ninguém, apenas causando o caos, pacificamente. Até aí tava tudo tranquilo, o taxista - um cara caucasiano que aparentava já estar na sua meia idade e apresentava um cabelo de tom grisalho - tava levando muito na boa, tava até rindo de algumas coisas e tudo mais. Mas aí um dos meus amigos que estavam no carro recebeu a ligação de uma menininha que ele pegava, e depois de dar um esculacho nela benemérito de posteriormente entrar em alguma letra de funk, a gente explodiu.

Uma coisas que poucas mulheres sabem é que homem também gosta de falar mal do sexo oposto, igualmente de forma generalizada, como elas gostam de fazer. Claro que na maior parte do tempo, a gente costuma só elogiar, mas vocês acham que a galera é moleque piranha assim desde de nascença? Porra nenhuma; nós também temos, cada um, um corazón espiñado dentro da caixa toráxica, e machuca, tá.

E aí a gente foi, xingando toda essa vertente da raça humana que nasceram das nossas costelas, até quando eu fui perceber, cara, o taxista também tava no meio da conversa.

- Você tem que meter o cacetão mesmo, é meter o cacetão gostoso e depois sair fora - disse, gesticulando como um palestrante.

- É isso aí - esbravejamos em tom unísono.

Antes de proceder no texto, vejam bem, levem em consideração como a vida de um taxista deve ser - não querendo ofender ninguém que esteja lendo - mas deve ser foda. O cara vive a maior parte a sua vida trabalhando, e é um trabalho solitário, até mesmo quando você está com alguém no carro, dependendo do perfil do passageiro, não rola puxar conversa. E o cara ainda estava trabalhando depois das 2 da manhã, cara, imagina o saco. Quando surge uma porrada de galera da nova geração com hormônios aflorados - como nós somos - é uma chance do cara pelo menos ter uma boa conversa.

- Minha mulher mesmo tem chifre até nos pés.

- Sério? - perguntamos

- Sim, trabalhando mesmo eu pego uma porrada de buceta. Algumas vezes é uma menina que vai encontrar o namorado e que paga um boquetinho pra descolar um desconto. Outras, são mulheres que são solitárias e quando vêem um homem trabalhador e bonitão como eu, não dá outra. Eu só não subo em apartamento.

- Tá certo, vai que é uma maníaca que quer trepar com um taxista e depois arranca os teus testículos e coloca em um pote numa estante com outros vários potes com outros testículos, tipo uma coleção. Nunca se sabe né.

- Pois é, apartamento eu não subo não, tinha uma até que me chamou pra subir, eu falei "Se quiser a gente faz aqui na garagem", mas subir, nem pensar.

E assim nós procedemos nessa filosofia até a chegada em nosso destino. Eu percebi que não é a toa que a Globo tem aquele seriado que tem o cara do táxi lá. Taxistas são pessoas que entendem da vida, talvez pelo fato de passarem por tantas diferentes delas diariamente, conversar com diferentes pessoas e viver de forma simples.

O cara deu até um desconto pra nós, e eu não lembro de nenhum dos meus amigos ou eu ter pago um boquetinho.
Gente boa.

Finalizo essa budega amanhã, promessa de escoteiro.

sexta-feira, 13 de março de 2009

Não sou mais ateu

Para não deixar o blog desatualizado, vou colocar esse texto, é do meu ex-professor de Geografia, o qual foi um dos melhores professores que eu já tive, e deu a melhor aula que já tive a oportunidade de ver. Mas ele era meio cuzão, tirava maior onda de LATIN LOVER, tá ligado. Como ele sumiu do radar de todo mundo, e nunca me aceitou no orkut - esse filho da puta - eu estou colocando o texto dele aqui sem autorização, mas eu aposto que ele ia gostar de ver isso num blog, porque ele era vaidoso pra caralho.

enfim,


Não sou mais ateu

por André Costa
Nesta quarta-feira chuvosa fiz uma grande descoberta na minha vida. Deus existe. 
Os religiosos dizem que uma das formas mais gloriosas de perceber a existência de Deus é através das coisas simples, tais como: o sorriso de uma criança ou de um velhinho. Pois é, fui seguir o conselho deles, saí por aí em busca de Deus nos dentes de velhinhos e crianças e o resultado foi que quase me tornei ateu, já estava até escrevendo deus com letra minúsculas.

Pois bem hoje tive uma experiência mística daquelas que marcam toda uma existência. A grande revelação foi consequência do dilúvio que está caindo aí fora. A chuva somada com o fechamento do Rebouças me fez levar duas horas pra chegar no trabalho, quando levo monótonos vinte minutos para percorrer este trajeto em um dia normal. Como não tinha nada de melhor para fazer, acabei aproveitando para corrigir provas, tarefa esta incrivelmente mais irritante e angustiante do que o pior dos engarrafamentos. Afirmo isto porque em um engarrafamento ao menos se anda para a frente, na correção de provas, testes e trabalhos, quanto mais você corrige mais você pensa em abandonar tudo e correr para a praia, nem precisa tanto, serve até brincar no escorrega do
play. No meu leito de morte me dedicarei a recordar dos momentos gloriosos da minha trajetória, e não dos mais desastrosos, como ter votado no Lula em seu primeiro mandato, ou ter gasto horas e minutos imprescindíveis em correção de provas. 

Neste momento da narrativa preciso fazer um intervalo, é necessário fazer um esclarecimento fundamental para a compreensão da minha reveladora experiência espiritual. Detesto trabalhar, sempre que possível não trabalho, nos finais de semana ou feriados deixo o pensamento de trabalho enterrado nas áreas mais obscuras da inconsciência, trabalhar é uma necessidade desagradável, algo fundamental, porém desagradável, suarento, dolorido, rotineiro, fedorento, feio, sonolento, amargo e pegajoso. 

Enfim, trabalhar é um mal necessário, porque é através dele que sustento a minha vagabundagem, e graças à chuva e ao Rebouças trabalhei menos pela manhã - porque me atrasei - e não precisei trabalhar a tarde - porque a escola ficou inundada.
Como bom amante do ócio que sou voltei para casa rapidinho assisti a um DVD devidamente deitado na minha cama aguardando pacientemente pela chegada do sono.

Enquanto a sonolência lentamente tomava conta de mim percebi que a chance de um toró como esse ter caído justamente no dia de obras no Rebouças era muito remota, e que mais remota ainda se torna quando acrescento uma escola em que trabalho sendo inundada, foi aí que percebi: Deus existe e vela por mim.

Decidi retomar os meus rituais de adoração através de uma tarde entorpecida pelo sono. 

Foi assim que reverenciei Deus hoje, através da narcolepsia.

Alguns procuram por Deus nas pequenas coisas, na minha opinião é melhor encontrá-lo nas grandes.

segunda-feira, 9 de março de 2009

Tenso 2/3

SEXTA
Raspei meu cabelo (Sério). Passei na farmácia para comprar uma escova de dentes e camisinhas, mas esqueci que não tinha ninguém para me estimar, então acabei levando só a escova de dentes. Quando saí de lá presenciei uma cena BIZARRA. Eu tenho mania de ás vezes andar como se tivesse com torcicolo, olhando pro céu. Pois então, eu tava andando no estilo 50 Cent boladão, quando, por acidente, vi algo em uma janela que parecia ser um animal tentando suicídio. Cara, tinha um rottweiler entre as grades de uma sacada. Porra, a chance de você ver isso é a mesma de você ganhar na loteria, fui obrigado a tirar uma foto.



E os donos da casa tiraram uma barra da sacada justamente para permitir a passagem desse cachorro, onde logo abaixo tem uma marquise, como pode ser observado.

Eu imagino se a causa de os donos terem feito isto foi para não terem que levar o rottweiler para passear; já que assim ele pode passear sozinho. Ele desce pra marquise, dá umas voltas, e se achar o espaço insuficiente, como ele vai estar na altura do 1º andar mesmo, desce pra rua, ataca umas crianças, derruba umas mulheres grávidas, e quando já tiver se divertido, ele pede pro porteiro abrir a porta do prédio, cumprimenta ele com um latido e pega o elevador.

Á tarde, viajei para Teresópolis com o todo o Pré-Vestibular pra um sítio que é propriedade do colégio.
Sítio legal, já tinha ido algumas vezes há alguns anos atrás, só o nome que é bem thrash, Recanto Girassol - essas são as consequências em estudar em uma rede de colégios que é católica. 

Os comes e bebes tavam bons, rolou um churrasco e uns pastéis divinos lá. A noite, eu fui dormir ás 4 da manhã e acordei ás 8, com várias pessoas do dormitório masculino cheio de creme dental por suas faces e camas. De algum modo eu fui poupado desse massacre que tem gostinho de menta, valeu galera amada.

Ah é, lá tinha um casal de calopsitas, e o mais exótico, as irmãs que cuidam do sítio colocaram DOIS TERÇOS dentro da gaiola, um pra cada calopsita. E o pior é que eu acho que ainda ensinaram as bichas a rezarem, porque quando eu cheguei lá, elas pegavam uma bolinha com o bico e depois passavam para as próximas. Eu achei tão espetacular os bichinhos que eu tive que tirar uma foto:



Pois é, a Igreja já catequizou índios, africanos e asiáticos; agora chegou a vez das aves.

Voltei cheio de arranhões, calos e hematomas em apenas 24 horas de viagem. Parece que a cidade possui um campo de força contra machucados, mas quando as pessoas saem para o interior, você deixa de ter essa proteção e se machuca muito mais fácil, é foda.




Eu e meu amigo Rodrigo no banheiro. Isso branco embaixo da boca dele não é shampoo.

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Depois vocês ficarão sabendo como foi a noite de SÁBADO! A mais elouquente que tive nos últimos tempos.

Obrigado a todos pelas visitas no blog! Em apenas uma semana de existência já ultrapassou 200 visitas e uma média de 20 visitantes diários.

domingo, 8 de março de 2009

Tenso 1/3


Nos últimos dias eu tenho passado por experiências exóticas, farei um diário aqui para vocês acompanharem esse reality show. Vou dividir o texto todo em três partes, cada uma contando um dia do meu final de semana.

QUINTA
Eram por volta das 21 horas, eu estava no computador pesquisando algumas imagens de conteúdo pornográfico, quando subitamente a energia elétrica do meu quarto foi embora. Acontence que algumas vezes, quando a fiação elétrica do meu barraco está sobrecarregada, o disjuntor automaticamente desliga a energia de uma parte da casa, para minha moradia não virar uma coisa parecida com as balsas de Ano Novo da praia de Copacabana; soltando fogos de artifício.

Mas o que aconteceu não foi nada disso, eu percebi que parte nenhuma da casa tinha sinal de eletricidade. Logo depois, percebi que o acontecia é que faltava luz no prédio, assim como nos outros dois prédios que fazem parte aqui da rua. Eram três prédios de 18 andares cada sem energia, ou seja, MUITA gente sem luz.

Quando eu coloquei a cabeça pra fora da janela ouvi uma porrada de gente gritando, xingando, e culpando até o Lula pelo acontecimento. O pior é que tinha um molequinho que ficava na janela e ele tava no maior clima Galvão Bueno, comentando tudo que acontecia dentro do seu raio de visão.
-Ah, que merda, eu tava aqui jogando video game e apagou tudo derrepente...
E ele não parava.
-Pô, eu não consigo nem pegar um copo de água na cozinha, e eu tô morrendo de sede, mas a água vai esquentar se eu não pegar agora... Droga, todas as coisas na geladeira vão estragar!

E eu tava lá, só na pegada do ouvinte de rádio, a diferença é que o radialista da ocasião estava há poucos metros de distância de mim.

Depois de alguns minutos ouvindo o reality show da vida do moleque assim como todos os seus pensamentos, a energia toda voltou por algum centésimos de segundo, o que fez com que toda casa desse um um "PUM", uma parada bem de filme de terror. Achei aquilo tudo a maior loucura, e depois de desligar meus mais preciosos bens elétrodomésticos das tomadas, catei um biscoito de maisena e fui pra janela exercitar minha paciência até que a energia voltasse.

Lá estava eu comendo meus biscoitos e observando os edifícios no maior estilo pintor paisagista, quando dá outro "PUM" de energia elétrica e eu vi todos os 3 prédios tendo as suas luzes ligadas e desligadas em alguns centésimos de segundo, foi MUITO irado, e MUITO aterrorizante ao mesmo tempo, eu já tava esperando um Tripod aparecer pela linha do horizonte.
E o moleque:
-AAAAAI CARALHÔ!!! Isso vai queimar meu video game!!

Nesse ponto eu já tava oscilando com toda aquela maisena que eu tinha comido, e fiquei planejando um jeito de já derrotar os Tripods, fazendo eles pegarem gripe, como no filme, espirrando em qualquer um que chegasse perto.

Mas aí a luz voltou e eu me decepcionei.

Fim do Primeiro Ato

Acompanhem amanhã a segunda parte da saga, contando como foi a minha SEXTA!

PS.: Quinta eu também consegui permissão da diretora do colégio para usar o piano de cauda fodão lá do auditório, o que foi bem engraçado o jeito que eu consegui convencê-la.



Eu sendo surpreendido por alguém que vai cursar Paparazzi na faculdade.

quinta-feira, 5 de março de 2009

Manual do apessoamento relâmpago

Unlike love, respect can't be bought.
-Simpson, Homer.


Continuando a série de Textos que Farão Você Não Gostar de Mim, ajudarei você, querido leitor, que eu sei que não possui amigos.

Sim, eu estou ciente que muitos que lêem o blog não estão consolidados em um círculo social, pois se vocês estivessem, estariam jogando frisbe no parque ou dividindo uma casquinha de sorvete, essas coisas que amigos costumam fazer, ao invés de estar lendo isso aqui.

Vai ser necessário você pelo menos ser conhecido da pessoa, aquela parada de ter ela no seu Orkut ou MSN mas nunca ter conversado é válido. Se você têm ninguém assim, então comece por clicando aqui.

O guia lhe auxiliará a como fazer com que aquele desconhecido vire seu amigão, parça, que bebe cerveja no mesmo copo que o seu e não sente nojo da sua herpes.

Bajulação
Elogie sempre que possível. E quando impossível também. Seu companheiro pode acabado de ter um ataque alérgico e estar parecendo a Hebe sem maquiagem, mas não deixe de elogiar.

Visite todas as fotos do álbum de Orkut, comente em todas, NUNCA IRONIZE! Isso pode causar proporções catastróficas na relação. Assim que o ver entrando no MSN, puxe papo, pergunte como foi o dia e etecetera.

Presentes
Quem não gosta de presentes? Se forem recebidos com frequência então, melhor ainda. E nem precisa ser um presente auto-declarado. Pague um almoço, uma bebida, para a sua amizade em um intervalo de, no máximo, 2 dias. Caso você saia com a pessoa em questão para algum lugar aonde vocês devem rachar a conta, espere até a hora de pagar e não hesite em puxar o cartão de crédito e já ir falando "Pode deixar, você me compensa outra hora". Além do incrível gesto de amizade, pois você vai estar provando cientificamente como o ditado Empréstimo de amigo é doação é verdade, você ainda vai ganhar pontos de charme por utilizar essa exepcional frase de efeito, que eu mesmo cunhei.

Viajou e passou dias longe da sua amizade? Não se preocupe, mas é essencial que você traga lembranças, e não se esqueça, quanto mais útil para a pessoa, melhor, pois isso demonstra um sinal que você realmente liga para as coisas que ela gosta, mesmo que ela nunca realmente tenha falado isso para você, e na verdade você descobriu por ficar bisbilhotando o perfil de Orkut dela.

Estime-se
Se você não possui uma fama de fodão, isso é ruim, mas não é péssimo. Prefira fazer amizade com pessoas que não saibam do seu histórico, pois se você possuir aquela fama de garoto do parquinho que comia cola Glut, por mais legal que você seja com o seu alvo, ele não lhe respeitará.
Não perca a oportunidade de levantar sua moral para os outros.

Caso esteja andando com seus colegas na rua e avistar uma farmácia, não hesite, peça para seus companheiros lhe acompanharem um instante e compre alguns pacotes de camisinha. Tenha certeza que eles tenham feito contato visual com as camisinhas, caso eles não estejam prestando atenção, faça perguntas a eles como: "A que eu usei da última vez estava me incomodando, qual a que você usa?", e coisas do tipo, mas tente parecer natural, calma e precisão nessa hora são cruciais, mesmo caso você seja virgem e nunca tenha tocado antes em um pacote de camisinhas na sua vida.

Humor
Aqui se encontra um dos itens mais importantes de todo esse guia. Vocês não entendem como piadas internas são um GIGANTESCO catalisador de todo esse processo. Não perca a chance de criar piadas internas, nem que seja preciso que você ensaie uma situação para a criação de uma, e que você tenha que manipular a atmosfera para alcançar essa situação.

Nunca disperdice a oportunidade de usar essa piada interna, e continue-a usando até ela perder a graça. Só tenha certeza de já possuirem outra para substituição.

Topou no corredor com a pessoa? Use-a. Na fila do banheiro? Use-a. No funeral de algum parente dela? Use-a.

Apelidos também possuem papel essencial, não precisam ser apelidos originais, na verdade tem alguns aqui pra você ter indo uma idéia e ver o que mais combina com o seu parça. Apenas tenha certeza de usá-los principalmente, quando estiverem em companhia de outras pessoas, pois isso vai mostrar como vocês estão íntimos, o que vai ajudar no item de estima.





Utilize essas dicas para aumentar seu número de amizades no seu círculo social e no Orkut, mas lembre-se, não é preciso seguir esse manual religiosamente, caso você seja rico, apenas contrate atores e faça-os interpretar o papel de amigos.

Fitter happier, more productive.

quarta-feira, 4 de março de 2009

Diferenças

Trecho que transcrevi do stand-up do genial George Carlin, crítico e comediante:

Porquê é só sobre isso que se ouve nesse País, são as Diferenças! Isso é tudo que a Mídia e os políticos estão sempre falando; são as coisas que nos separam, que separam nós, um dos outros.

Essa é a maneira que a classe dominante atua em qualquer sociedade. Eles tentam dividir o resto das pessoas. Eles mantêm as classes média e baixa lutando entre si, para que eles, os ricos, fujam com toda a porra do dinheiro!

É uma coisa simples de se pensar, mas que realmente funciona. Vocês sabem disso; qualquer coisa que seja diferente, é sobre isso que eles falarão: raça, religião, etnia, nacionalidade, emprego, renda, educação, status social, sexualidade. Qualquer coisa que nos façam continuar combatendo uns aos outros, para que eles continuem visitando o banco!

Sabem como eu descrevo as classes sociais/econômicas desse País?
A classe alta, fica com todo o dinheiro, e não paga nenhum imposto. 
A classe média, paga todos os impostos, e naturalmente fazem todo o trabalho.
Agora, os pobres, eles só fazem a classe média se cagar de medo!

terça-feira, 3 de março de 2009

Não gosto de blogs com fundo preto

Lá se vai a tentativa de fazer um blog não-pessoal, não gosto disso.

não gosto de não entender uma piada, me faz sentir burro; não gosto de piadas internas entre outras pessoas, porquê eu não entendo, o que me faz sentir burro; não gosto de gente que odeia demais, odiar é uma palavra tão forte quanto amar; não gosto de gente que ama demais, amar é uma palavra tão forte como odiar (se você não souber o significado de nenhuma das duas,você tá fudido); não gosto de críticas construtivas não requisitadas, pra mim sempre fica aquela impressão de gente que quer botar defeito mas utiliza um blefe de gente boa querendo te ajudar; não gosto de emoticons com "=", tipo =0 =D =(; nem o exagero de emoticons, ás vezes a ironia e sarcasmo são muito melhores servidos cru; não gosto de pessoas com auto estima baixa, dessas basta eu; não gosto de gente burra, eu realmente não gosto, talvez até odeie; não gosto de Um Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças, eu dormi duas vezes nesse filme; não gosto de seriados adolescentes, posso até vê-los, mas a quantidade de gente que acaba sendo influenciada por essas coisas acaba terminando com todo o mérito da parada; não gosto de ficar doente, me lembra como é bom estar saudável, e você nem dá bola; não gosto que sintam pena de mim, te chamam de "coitadinho" e você se sente acertado no saco, só que dando um sorriso amarelo de "tudo bem" ao invés de estar gritando de dor; não gosto de ser acertado no saco, parece que a dupla sobe até a sua glote; não gosto de humor que SÓ tira sarro de pessoas, é o tipo de humor mais barato que existe; não gosto de gente amigona de todo mundo, porquê isso obviamente nunca vinga, e essas pessoas só tiram proveito; não gosto que tirem proveito de mim ou de pessoas com quem me importo, uma das poucas coisas que sinto vontade de vingar; não gosto do SBT, alguém - fora da família Santos - gosta do SBT?; não gosto de gente "puxa saco", cara, a linha que separa "amizade" e "admiração" é beeeeeem mais grossa que essas pessoas imaginam; não gosto de gente overated, muita valorização para um ser humano que é como qualquer outro; não gosto de gírias new wave, algumas são necessárias, mas uso excessivo nem rola, bro; não gosto de "piadas induzidas", por exemplo, quantas pessoas que estão lendo isso e planejam comentar "não gosto de você, ou do seu blog", putz, isso não é engraçado cara, você não vai tirar a menor onda; não gosto de não lembrar o que não gosto, porque é importante você possuir seus preconceitos, acredite, eles podem te salvar de algumas sérias situações; mas acima de tudo e mais importante (ah é, também não gosto de clichês de redação); não gosto de blogs com fundo preto; são feios.

Marcadores:

segunda-feira, 2 de março de 2009

A primeira impressão é a que fica

Okay, eu acho que faltou uma mensagem aqui apresentando a proposta do blog, e como eu fui meio ansioso e coloquei logo um texto que eu estava escrevendo quando me pintou idéias, me deixei passar o clichê de primeiro post sendo a apresentação.

Eu não fiz isso de forma proposital, só pra pagar de cool, na verdade, eu acho que esse é o tipo de bom clichê, assim como é um bom clichê você nascer com dois braços e duas pernas, é um bom clichê você começar um blog apresentando-o.

Apresentações são importantes. Imaginem como seria um mundo sem apresentações. Seria bem rude você ter que perguntar o nome das pessoas depois de ter passado 3 horas com ela em uma boate e mais 4 horas em um quarto de motel. Ou então o primeiro dia de aula na escola seria realmente de aula, e não aquele bate papo descontraído com os novos professores e colegas de sala. Você também não ia ter idéia de quem apresentaria o Jornal Nacional, e talvez até mesmo, com a ausência de apresentações, também seriam inexistentes as despedidas. O quê por um lado seria bom, porquê menos árvores seriam cortadas para virarem lenços de papel que seriam vendidos naquelas lojinhas de aeroporto, onde sempre rola aquelas despedidas emocionadas e tal, mas por outro lado você não receberia "boa noite" do William Bonner antes da novela.

Mas mudando um pouco de assunto, eu estou ciente que algumas coisas diferentes acontecem com a criação de um blog (desse blog, principalmente) e tenho certeza que entre essas coisas uma que não vai acontecer vai ser pegar mais mulher.

Enfim, cortando o lado masoquista da questão, aqui estão alguns dos itens que eu sei que vão acontecer e que podem ser compartilhados com vocês:

1) Eu vou ganhar fama de esquisito.
Não que eu já não seja, para alguns; mas agora quando eu percorrer os corredores do meu colégio eu vou receber olhares estranhos, vão pular a minha vez na fila da cantina e colocarão chiclete na minha carteira, todo aquele bully clássico que já estamos cansados de ver em filmes que retratam os anos 50 ou em seriados infantis da Nickelodeon, e que toda essa parada de "Gentileza gerando Gentileza" nunca evitou.

2) Vão se perguntar se é vírus antes de clicarem no link do blog.
Esse é o que menos ligo, porquê eu penso nisso como uma espécie de seleção natural para os leitores do meu blog. Somente os destemidos terão esse privilégio. (não, porquê tem gente que eu vou enviar o link e perguntarão se é vírus e mesmo assim vou tranquilizá-las apenas para eu ganhar mais uma visita)

3) Pessoas que não entendem ironia e sarcasmo.
Ás vezes tá tudo bem você não entender uma ou outra coisa, mas até hoje em dia tem nego que leva piada de judeu a sério. Meu amigo, NINGUÉM mais faz piada de judeu a sério, no dia que você ver alguém fazendo uma de verdade, por favor checa se o maluco têm cabeça raspada. Se tiver, eu aconselho você contar até 5, encher os pulmões, e depois começar a correr. (Se as pessoas em volta desse maluco também rirem da piada e tiverem o mesmo corte de cabelo, aí eu acho que você se meteu com a galera errada)

4) Obrigação.
Senso de obrigação em escrever no blog? Nenhuma. Por mais que eu adore o processo de criação e o feedback, isso aqui não passa de algo que eu vou fazer quando tiver alguma idéia, nem que essa idéia tenha um intervalo de um dia a um mês desde da última atualização.

Ah sim! E vocês podem chamar o blog de Flocci, para não terem o trabalho de aprender a palavra inteira. (mas se quiserem aprender também, vai ser um fator a mais na hora de impressionar alguém com suas incríveis habilidades fonoaudiólogas)

É isso, até a próxima! 

(Eu tenho que arrumar uma coisa melhor do que essa despedida tosca, eu realmente não gosto dela, talvez realmente despedidas devessem não existir)

domingo, 1 de março de 2009

Sou muito engraçado

Tem que ver o vídeo!

Esse vídeo é bizarro. Ok, isso é um fato. Normalmente são nesses momentos, quando assisto algo como isto e vejo como é tênue a linha que separa a sanidade da loucura, e pergunto-me em que direção a humanidade caminha. Aí é nessa hora que você chega pra vir me falar que “Ah cara, são só japoneses, fazendo mais uma daquelas coisas bizarras que eles sempre fazem, como comer de palitinho e defecarem cada um na boca do outro quando fazem sexo.”

Mas meu irmão, tu acha que os malucos lá não acham essa parada bizarra não?!?! Isso é tipo a nata do lixo japonesa. É tipo quando você entra na internet todo pimpão e nacionalista, só por ver como está a imagem do seu país no exterior, entra no YouTube e digita lá na caixinha de Search: brazilian (ou então brasilian, só pra pagar de cuzão); e se depara, entre outras coisas, com a Banheira do Gugu como vídeo mais visto. Então, o mesmo acontece pra eles quando escrevem japanese e aparece um vídeo nesse estilo.

Mas vamos falar sobre a obra em si. A música é um cover de uma música mundialmente famosa, que ficou conhecida para nossos cantos como “Festa no Apê”. O vídeo conta a história de um quarentão de sombracelha fina travestido de mulher com roupa de colegial japonesa que faz aquelas danças bizarras japonesas só com os pés e as mãos, que se apaixona pelo seu professor (que por um acaso pareceria IGUAL à nossa mocinha, caso ela fosse criada como um menininho), aí depois rola todas aquelas paradas de festinha com balões, as “menininhas” dançando sozinhas no meio da pista e etecetera.

Acho que minha cena favorita é quando o professor, quando está lá boladão dando sua aula, percebe a presença da travesti (que possui uma incrível semelhança física com ele mesmo) na sua sala de aula e taca um giz no demônio pra ver se este consegue perfurar seu coração e matá-la, acontece que a criatura usa uma carta Yugioh sinistra lá e transforma o giz em um coração rosa, que a guia em direção ao ataque ao professor, dando um golpe de jiu-jitsu, imobilizando-o.

Ah é, uma coisa que eu gostaria de chamar atenção, é como todas as meninas desse vídeo são feias, ou pelo menos mid-low.

Vocês podem até pensar que não, mas preste atenção em cada uma delas, separadamente, (tipo a partir de 2:41 onde aparece a sequência de todas elas numa parada meio “Power Rangers na hora de morfar”).

Aí, meus caros, entramos em um assunto que adoro discutir com pessoas do meu círculo social: o chamado Efeito Líder de Torcida. Notem, quando vemos todas aquelas graciosas líderes de torcida pulando, levantando pernas e saias, achamos todas lindas e fantasiamos em uma private party com todas elas, é tudo um máximo. Agora, se paramos para observar, cada uma delas, separadamente, é cada uma mais feia que a outra, e pior, nós nos arrependemos da atenção concedida à estas criaturas.

Acontece que o mesmo ocorre no vídeo supracitado, todas as japinhas ali são tensas, claro que são todas bem cuidadas, usaram aparelho na adolescência, pintam o cabelo de loiro e fazem limpeza de pele, o que me leva à outra teoria:

Amigos, todos nós moramos em um mundo onde a indústria bélica, pornográfica e de narcóticos são as mais lucrativas do mundo, essas coisas levantam MUITO dinheiro, não é a toa que são proibidas, se não assim todos ficariamos ricos.

Acontece que esse power-trio ilegal está sempre ligado à sua principal empresa, a Máfia. Cara, se a Máfia fosse contada naquela tabela anual de quantos bilhões cada empresa fatura por ano, não ia ter pra Coca-Cola, nem Wal-Mart, nem Nintendo, nem porra nenhuma, ia ser Máfia encabeçando a parada.

E como alguns sabem, a divisão dessa empresa pros lados orientais se chama Yakuza. Eu tenho uma leve impressão que essas meninas, incluindo o travesti, são tudo filhas de associados à Yakuza, porquê cara, sem esse empurrãozinho ilegal, quem ia colocar uma coisas dessas no ar em qualquer lugar do planeta? É como o caso do Belo, eu sempre desconfiei que o cara não fazia sucesso por causa daquele cabelinho loiro, tinha algo mais, como uma ligação com o tráfico de drogas, e todos nós já conhecemos essa história.

Então o que eu deduzo nesse finalzinho da mensagem, é que sucessos no mundo do showbiz estão sempre ligados à sexo, dinheiro e transformantes, porque essas são as únicas reais intenções humanas no final de tudo.